" A boa absorção ou abertura de consciência acontece somente no momento em que não nos prendemos na forma. Aprofundarmos-nos no conteúdo real quer dizer: 'Quem não quebra a noz, só lhe vê a casca'. Mas para quebrar a noz é preciso senso e noção, base e atributos que requerem tempo para se desenvolverem convenientemente" Hammed
terça-feira, 11 de maio de 2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Engano

Como saber amar?
O que é o amor?
O que será se entregar?
Construímos grandes enganos ao longo dos tempos.
Somos exteriores, buscadores exteriores.
Desejosos, faltosos.
O que nos falta?
Quais os nossos verdadeiros desejos?
E por que desejamos tanto?
Sempre querendo, desejando algo que nos
complete, preencha, sustente, que dê segurança,
que plenifique.
Mas esse desejos são externos a nós,
Fruto da mente condicionada, a mente que acredita na falta.
Nos fechamos em padrões, em conceitos, em rótulos e
encaixamos e queremos encaixar a qualquer custo o
outro em nossos desejos, sonhos e necessidades.
A necessidade é nossa e é exigida do outro que a complete.
O amor se vai nessas condições. Pois ele não é condicional.
O fogo do amor quer queimar os nossos enganos, as nossas ilusões,
as pretensões, os padrões, as prisões.
No amor há um fluir contínuo e libertário.
O amor não constrange, não se impõe, não domina.
Ele é profundo,silencioso e pacífico.
Como é bom acordar do engano.
A mente engana, distorce e com sua insaciável
determinação, perturba, tira a harmonia.
Mas o tempo dará a divina consciência aquele que procura.
Tudo se tornará claro. Lucidez!!
A mente deve descer ao coração e
O coração subir para a mente.
Responsabilidade em frente ao amor e respeito por
nós mesmos e respeito a alteridade do outro.
Amor é entrega. Amor é descoberta de si.
Amar é encontro que cresce, enobrece!
É o simples, o compartilhar, o não exigir.
É troca, é doação, é atenção, é estar, é ser.
No amor não há desejos, nem há necessidades. Só o fluir dos prazeres.
A ilusão sempre insistirá em seus devaneios provar
que o amor fantasioso é o melhor que há.
Que o coração pulse, pulse forte e afaste-o com seus enganos.
Amor é processo de conscientização. A vida não dá saltos.
Tudo é gradual, tudo tem seu tempo, tudo marcha tranquilamente.
Acomode-se e apenas sinta, o sopro do despertar!
"Terá olhos de ver e ouvidos de ouvir"
Rosa Barros
sábado, 8 de maio de 2010
Alma Feminina

Distorcida ao longo dos tempos...
A bela alma feminina contida sofreu e sofre,
as dores , as angústias, os sofrimentos dos anseios reprimidos.
Da essência abandonada.
A alma feminina grita!
A alma feminina é abundância de sensações, emoções e sentimentos...
A alma feminina é puro prazer!
Puro desejo!!
Nela encontramos o desencontro, quando confundida.
E o encontro quando é.
Em sua essência é receptiva, doadora, pacífica e paciente.
Espera...
Esperança, amor e doação.
Possui variadas fragrâncias de aconchego, de colo, de alento.
Em seu acalento descansa almas em turbulências...
Colo feminino, êxtase!!
Nada como sorver o leite de seus seios abundantes e fartos,
que transbordam alegria e prazer.
O amor transformado em leite. Leite nutritivo, quente, doce e prazeroso.
É sensibilidade e intuição. Amor e devoção.
Ó doce alma feminina! Confundiram-na.
Volte para a sua essência por mais que o mundo
não entenda.
És a essência da vida!
Não tenha mais medo de Ser o que és.
A ternura.
A sensualidade.
A doçura.
A sensibilidade.
A receptividade.
A intuição.
A doação.
A paciência.
A aceitação. O fluir da vida, o deixar ser...
Ó alma feminia, desperte e ensine!
És o esteio do mundo. És o Amor...
Rosa Barros
terça-feira, 4 de maio de 2010
A estrela

Na noite dos tempos,
Existe uma estrela de brilho intenso.
Em seu movimento crescente, sua luz
vem percorrendo o tempo não-tempo.
Seu brilho atinge todos os planetas.
Na Terra seu brilho fascina.
Seus raios que de intenso branco se desdobram em
um colorido inegualável.
Em contínua renovação,
O universo se expande.
Há um despertar gradual de suas formas , tamanhos e cores.
Iluminar é o seu destino.
Sua luz é criação.
Linda estrela, felicita aos que a observam...
Ilumina a noite dos solitários,
Guia os viajantes,
Traz alento aos que oram,
Traz alegria aos amantes,
Traz sonhos aos sonhadores,
Seu brilho atinge o infinito...
Até a próxima explosão estelar da criação.
Novas estrelas nascerão!
Serei algum dia tal estrela?
Terei tal sorte?
Se eu plantar Amor em meu caminho,
Será estelar o meu destino!
Rosa Barros
Sol

Arquétipo divino de nossos sonhos ancestrais.
Símbolo dos Reis, ouro!!
Poder e Força.
A fonte da vida na vida,
na noite escura da alma adormecida.
O fogo Sagrado da vida, pulsa.
Expansão!!
Quer iluminar a noite de nossas almas.
Almas perdidas , temerosas que andam
de desertos em desertos em busca de ti.
O sonho do buscador que desconhece o próprio sol interior.
A viagem é em rumo ao Centro
O Centro da vida que pulsa em cada um de nós.
A felicidade é esse encontro.
A iluminação é o destino.
O adormecido desperta, acende!
O Sol interior é o guia.
A luz que ilumina, Lucidez!
O Sol de minha alma pulsa,
É incandescente, explode em movimentos de expansão.
Labaredas contínuas...
Me aquece, me ilumina e me ama!
O Sol, o Fogo sagrado de minha alma.
Brilha... Brilha...
Luz!!
sábado, 1 de maio de 2010
Desejos

Desejos meus, desejos teus, desejos nossos.
Desejos que pulsam, desejos que vibram.
Desejos que alegram..
Todos os desejos em um, um desejo em todos.
Desejos vêem indomáveis, me procuram , brincam comigo.
Desejos que subvertem a ordem e que mostram outros caminhos.
Caminhos das possibilidades...
Desejos que crescem, somam e aquecem a alma
Desejos que me viram e reviram em mil formas
Desejos contidos a alma chora.
Desejos querem sua realização.
Desejos querem existir, querem ser.
Desejos vão e vem e num vai-vem podem se perder...
Desejos queimam a alma. Fogo sagrado!
Desejos vêem da mente. A mente que quer ir além.. deseja.
Desejos podem enriquecer, somar, multiplicar.
Desejos querem realizar.
Desejos de plenitude, de totalidade.
A alma grita!! Desejo de Amar!!
Rosa Barros
quarta-feira, 21 de abril de 2010
A gaiola

Seremos pássaros que não voam e nem cantam?
Vivemos em gaiolas ilusoriamente bonitas e seguras.
Cheias de adornos irrefletidos.
Aceitos livremente?
Crenças, valores, preconceitos,
condicionamentos de todas as espécies.
Modelos morais, éticos e estéticos.
Como um pássaro destinado a voar se deixa aprisionar?
Como, se ele nasceu livre?
Saber o gosto da liberdade, o gosto do vento...
Como preferir a gaiola? Será que preferimos?
Que realidade vivemos?
O que será a realidade para pássaros aprisionados?
Sonhos e desejos contidos... sussurros da alma.
Sua destinação é voar...
Ele não ficará por muito tempo assim, sem pensar.
Alienado será.
A construção dessa gaiola foi tarefa de artíficies
perítos do medo, manipuladores de ferro retorcido
Nós aceitamos habitá-las por ignorância da bela inocência infantil.
Introjetamos e acreditamos não vivencialmente.
Conflitos surgem entre a alma do pássaro livre e o pássaro contido,
completamente.
O pássaro contido, reprimido, temeroso e morto. Não canta!
Mas algo muito profundo o exorta a voar...
É da sua natureza e é da natureza a liberdade.
Terá que voar e experenciar com suas
próprias asas todos os conceitos do mundo.
Será que são realmente reais? De lá da gaiola parecem...
Este pássaro terá que vivenciar e sentir para poder discernir.
Não mais absorver as experiências, os conhecimentos e
sabedorias alheias. Receber tudo o que lhe dão.
Da aguinha , migalhinhas de pão no chão.
Se alimentará pelos caminhos, conhecerá o valor nutritivo
da procura.
Seu destino é voar! A direção? Todas!
Pertencer ao todo e permanecer na vida consciente, presente!
Ele precisa ser levado pela beleza das estações e aprender
com elas.
Migrar para outras terras, conhecê-las, pertencer a todas.
Seguir as correntes de ar, seus fluxos, seus refluxos,
suas instabilidades.
Conhecer outros pássaros e compartilhar os pequenos
grãos espalhados no chão.
Saborear os deliciosos frutinhos de cada árvore
pelo caminho.
A vida é e sempre será muito generosa com os pássaros.
Ela é abundante!
A destinação de todos nós, pássaros, é voar ao infinito de possibilidades...
Rosa Barros
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