quinta-feira, 10 de junho de 2010

Afetividade


A vida nos convida ao despertar

da afetividade.

Nos dramas e nas alegrias vividas.

Ser sensível é ter um olhar apurado

sob a vida.

É o raciocínio iluminado.

Existem muitas lições ocultas imperceptíveis

aos olhos menos avisados.

OLhar a vida com as lentes do Amor.

Aprender a sentir é labor.

É o degrau para o amor.

"Ser", é externar as suas potencialidades e talentos,

é desenvolver-se.

Ser, é o amor já desenvolvido em nós.

Ó poder incalculável do afeto!

Amor é o divino estado afetivo de plenitude!

Imparcial, incondicional e crescente.

Este sentimento surge em nós

depois que nos conscientizamos

que somos obras-primas e participantes

na obra Universal.

Existe sempre simpatia à primeira vista

e não Amor.

O amor não é um sentimento ocasional.

O amor precisa ser vivido, desenvolvido

nas atitudes ao londo do tempo.

É crescente quando verdadeiro.

Sentir afinidade é o primeiro passo.

Não confundir com momentos de alegrias fugazes que passam.

O amor cresce sempre sem lacunas,

e no íntimo, é uniforme.

Para amar é necessário tempo e esforço.

Um compartilhar com entendimento, com

vontade de perpetuar a simpatia do

primeiro momento.

Querer que haja progresso e amadurecimento.

Amar exige cuidado e aferição permanente

ao londo do tempo.

Amor é conquista de cada dia,

é aprendizagem intensiva,

e vontade de construir felicidade e paz

onde estivermos e com quem estivermos.

Rosa Barros

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Falta


Do Útero da mãe,

aconchego e segurança.

Sensação de completude, de proteção.

Reminiscências nos invade

daquele lugar seguro.

Cordões cortados,

simbíose partida e na partida

para a vida, choramos

explodindo os pulmões.

Entra a vida e a vida exige agora

que sejamos Um.

No abandono daquele momento,

nos entregamos.

Carentes e faltosos ficamos.

Doce engano da alma pequena

que vem com a marca da divindade.

nada lhe falta, és grandiosa!

Acredita que não é um, é metade.

Sentindo faltosa busca amor em uma outra metade.

Mas viver é uma experiência solitária.

Viver é aprender a amar.

É na vida que o feto vai ao encontro ao

afeto interior.

Ninguém suprirá e ninguém dará,

o amor que somente ele encontrará,

quando se conquistar e se amar.

Como se desvincular dessa sensação de abandono,

dessa sensação que aperta o peito e oprime a alma,

que tem saudades daquele lugar?

Aceitar-se como Um.

Aceitar a solitude.

Aceitar a individuação.

Aceitar que é inteiro e não metade.

Amar-se.

E depois desfrutará e compartilhará o amor conquistado.

E não mais falta sentirá.

Completo estará.

A falta genuína que sentimos é a falta de nós mesmos,

e da separação com nossa Divindade,

do vagar sem conexão

com a alma e com a vida.

Aprender a amar é a chave

para aplacar a falta e a solidão,

que habita em nosso coração.

Rosa Barros

terça-feira, 25 de maio de 2010

Amantes



A visão era de uma beleza inenarrável.
Andavam pelas areias quentes...
Suas vestes de cores carmim e branca tinham um brilho intenso,
e mexiam ao sabor dos ventos.
Os cabelos dela exalavam partículas de
uma doce fragrância. Os dele raios de luz.
Embelezavam a dura e árida paisagem.
Suas mãos se tocavam e tocavam as pequenas flores do lugar.
Calmamente passavam por entre as pessoas.
Doces presenças!
E de seus lábios emanavam palavras de amor.
Encantavam a todos!
Seus olhares eram penetrantes e sorridentes.
Sabiam o que diziam pois eram profundamente presentes.
Ela amava e era amada.
Seguia os passos de seu amado.
Se entreolhavam, se encontravam,
sem palavras.
Havia um profundo amor celebrado silenciosamente.
Se conheciam, se sentiam e se tocavam,
com apenas um olhar.
O olhar penetrande só daqueles que sabem amar.
Celebravam a vida, era sentida e compartilhada.
Viviam os momentos que a vida oferecia.
O agora, o ser e o viver!
Saiam pelas ruas, curavam doentes do corpo e da alma.
Se uniam para festejar a comunhão! Ó profunda união!
Suas sábias palavras ecoavam por todos os lugares,
curavam todos os males.
Ele e ela.
Ela e ele.
O encontro do belo, do poético e do profético!
Na ruelas, nos casebres, nas pastagens, nas feiras ou
embaixo de uma oliveira, falavam de amor.
Do amor que tudo pode, que tudo envolve e que tudo ama!
O amor que celebravam à luz das estrelas e dos raios de sol.
O amor dos amantes bem-aventurados!

Rosa Barros

terça-feira, 18 de maio de 2010

Espiritualidade


Espiritualidade é estado consciencial.

Conquista de cada um ao longo dos tempos, e

brota do coração.

Espiritualidade não é seita, doutrina ou religião.

É alegria, oh alegria como és divina!!

É luz nas idéias, é lucidez!

É o perene transbordamento de amor.´

É dar sentido a vida, sentindo-a.

É viver o pulsar de cada coisa em nós.

É amar a si mesmo.

É sorriso farto, transbordante e contagiante.

É respeitar a vida e seus desígnios, os seres

e a natureza.

Espiritualidade é certeza na eternidade.

É confiança no bem Maior.

É afeto no olhar, o toque das mãos que se afagam.

É despertar!

É um enorme bem-querer, é prazer.

É desfrutar na vida a vida.

É boa vontade em ação.

É o aconchego de um abraço de um irmão.´

É paz , é equilibrio, é valor interno.

É encontro, é autoencontro, é conexão.

É olhos atentos sem julgamentos.

É engrandecimento, é alimento da alma.

É a ternura invisível que vem do coração.

É união.

Que o amor seja o rumo do viajante eterno

no caminho da espiritualização.

Rosa Barros

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Disciplina interior


Como seremos criativos,

espontâneos e autênticos se

não escutamos o nosso coração?

A disciplina vem do coração.

É algo que tem que ser seu.

É individual.

Nos condicionamos e acreditamos que ser

disciplinado é seguir as regras dos outros.

É como calçar um sapato que não lhe cabe.

Machuca, incomoda.

Vivemos cheios de regras de "deverías e não-deverias", "tenho e não-tenho que"

"certos e errados"

Acreditamos em tudo o que nos foi dado,

sem refletirmos.

Acretimos que somos livres, temos opinião própria.

Nada menos original do que uma massa comandada.

Aliás, somos seres repetidos, repetitivos.

A nossa originalidade está morta.

Quando teremos a visão de que somos Obras-primas,

únicas e genuínas.

A liberdade é um estado livre de condicionamentos aprendidos.

A liberdade é ser, é espontaneidade interior.

Estamos separados de nós mesmos, distantes, irreconhecíveis.

A disciplina tem que ser interior e de cada um.

Não vistamos camisas que não são nossas.

Muitas, verdadeiras "camisas-de-força"

O homem está prisioneiro, a criatividade que é fruto da

liberdade está ausente.

A visão maior está dentro de cada um de nós.

Não é necessário pensar muito e se tornar um intelectual

Para se conhecer, discipline-se e escute seu coração,

da onde está sua verdadeira essência. Sua chama criativa,

Seu ser Divino. Seu mestre interior.

Viver é uma aventura de fluidez e de despertar

sem fim.

Não há destinos, há só o caminhar e o vivenciar.

É um constante fluxo de renovação e evolução.

Tudo evolui..

Descubra-se, Sinta, Seja e Siga...

Rosa Barros

terça-feira, 11 de maio de 2010

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Engano


Como saber amar?

O que é o amor?

O que será se entregar?

Construímos grandes enganos ao longo dos tempos.

Somos exteriores, buscadores exteriores.

Desejosos, faltosos.

O que nos falta?

Quais os nossos verdadeiros desejos?

E por que desejamos tanto?

Sempre querendo, desejando algo que nos

complete, preencha, sustente, que dê segurança,

que plenifique.

Mas esse desejos são externos a nós,

Fruto da mente condicionada, a mente que acredita na falta.

Nos fechamos em padrões, em conceitos, em rótulos e

encaixamos e queremos encaixar a qualquer custo o

outro em nossos desejos, sonhos e necessidades.

A necessidade é nossa e é exigida do outro que a complete.

O amor se vai nessas condições. Pois ele não é condicional.

O fogo do amor quer queimar os nossos enganos, as nossas ilusões,

as pretensões, os padrões, as prisões.

No amor há um fluir contínuo e libertário.

O amor não constrange, não se impõe, não domina.

Ele é profundo,silencioso e pacífico.

Como é bom acordar do engano.

A mente engana, distorce e com sua insaciável

determinação, perturba, tira a harmonia.

Mas o tempo dará a divina consciência aquele que procura.

Tudo se tornará claro. Lucidez!!

A mente deve descer ao coração e

O coração subir para a mente.

Responsabilidade em frente ao amor e respeito por

nós mesmos e respeito a alteridade do outro.

Amor é entrega. Amor é descoberta de si.

Amar é encontro que cresce, enobrece!

É o simples, o compartilhar, o não exigir.

É troca, é doação, é atenção, é estar, é ser.

No amor não há desejos, nem há necessidades. Só o fluir dos prazeres.

A ilusão sempre insistirá em seus devaneios provar

que o amor fantasioso é o melhor que há.

Que o coração pulse, pulse forte e afaste-o com seus enganos.

Amor é processo de conscientização. A vida não dá saltos.

Tudo é gradual, tudo tem seu tempo, tudo marcha tranquilamente.

Acomode-se e apenas sinta, o sopro do despertar!

"Terá olhos de ver e ouvidos de ouvir"

Rosa Barros