" A boa absorção ou abertura de consciência acontece somente no momento em que não nos prendemos na forma. Aprofundarmos-nos no conteúdo real quer dizer: 'Quem não quebra a noz, só lhe vê a casca'. Mas para quebrar a noz é preciso senso e noção, base e atributos que requerem tempo para se desenvolverem convenientemente" Hammed
sábado, 1 de janeiro de 2011
Feliz Ano Novo!!!!
Texto de : Buda, Cecília Meireles, Confúcio, Emmanuel, Gabriel Garcia Márquez,
Khalil Gibran, Chico Xavier, Joseph Murph e Charles Chaplin.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Doce menino

Brincava com as ovelhas e sentia enorme carinho por tudo o que existia.
Do seu doce olhar saía encantamento e alegria.
Brilhavam feito a mais bela poesia!
Ninguém entendia como aquele simples menino acalmava a todos feito magia.
Ninguém jamais o vira triste ou infeliz.
Costumava falar palavras simples mas com profunda sabedoria
retirada da natureza que ele contemplava todos os dias.
Ele era tão belo que emocionava a todos.
De seu sorriso largo enfeitado com travessuras típicas de uma criança
alegrava e contagiava qualquer lugar.
Sempre tinha uma palavra de carinho e de suas belas maozinhas saiam
a cura para todas as dores e males.
Olhinhos penetrantes ele tinha e sabia o que se passava em cada coração.
Por isso era pura compaixão!
Costumava ir ao templo com seus pais e com seu jeito meigo infantil
falava aos doutores da lei e sábios religiosos que a verdadeira religião é aquela
que transforma o homem para melhor e que não dessem excessiva importância
as formas e aparências. E logo depois saia e corria sem parar.
Todos se olhavam sem saber o que pensar.
Seu nobre coraçãozinho pulsava alegremente. Era espontâneo, inocente!
Boatos surgiam em todos os lugares. Uns o adoravam e outros o temiam.
Sua mãe lhe acariciava com ternura e seu pai lhe olhava com brandura.
Sempre que seu olhar penetrava o de sua mãe o amor ali permanecia.
De seu pai aprendeu a ser responsável e a dignificar o trabalho. Ele era
artesão. Dava vida e utilidade à madeira talhada à mão.
Aquele menino...
Ele exalava o doce aroma do bom senso e era tão pequeno...
Sereno como a lua.
Entendia a harmônia da vida a cada nascer do dia e a cada cair da noite.
Brincava de voar com os pássaros. Era livre!
Sempre que se banhava no rio, renascia. Renovado, seguia.
Ele sabia. Abastecia sua alma com os frutos da vida.
E para as almas que cruzavam o seu caminho, sacia.
Era Todo-compassivo, a sanidade estabelecia.
Socorria e saia sem nada a temer.
Era puro ânimo, era pura alma.
Quando olhos em conflito cruzavam os seus exergavam horizontes de
coragem e esperança.
Doador. Doava Amor.
Este doce menino nos deixou a mais nobre lição.
Trocar a necessidade de sermos amados para a necessidade de aprender a
amar. E amar sem condições.
Suas pegadas deixaram marcas profundas por onde ele passou e brilham
até hoje.
Menino luz! Lucidez do mundo!
Plantou as sementes do amor em cada coração na esperança que
a Terra se transforme em um lugar de paz e fraternidade.
Feliz Natal a todos!!
Rosa Barros
domingo, 5 de dezembro de 2010
Sorriso

Saberia você ler o meu sorriso?
Saberia você distinguir as sutilezas dos vários sorrisos meus?
E neles ler os meus sentimentos...
Saberia ler o meu sorriso que esconde mistérios?
Saberia apreciar o tom rosáceo que salta do meu sorriso
quando minha alma se abre em flor.
Saberia você reconhecer o sorriso no silêncio secreto de minha alma?
Perceberia o meu sorriso de intensas sensações e contradições?
Distinguiria o meu sorriso mesclado aquele desconfiado com o bem-humorado?
E o meu sorriso que contagia e acaricia?
Perceberia o meu sorriso poesia?
E o sorriso sintonia?
Perceberia o sorriso que se entrega a cada dia e vive em "estado de graça"
em comunhão com a alegria?
Conseguiria reconhecer o meu mais doce sorriso
aquele que abranda o coração e ama sem proporção?
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Paixão

A marqusa de Sévigné¹ era de uma beleza rara. E estava tão acostumada a ser cortejada, que o fato de até um leão apaixonar-se por ela não era de estranhar.
No tempo em que os animais falavam , era comum que eles ambiocionassem fazer parte do convívio humano. Afinal, tal qual os humanos, eles também tinham inteligência , força , coragem e até se comumicavam usando o mesmo código dos homens.
Foi nessa época que o leão apaixonou-se pela bela senhorita Sévigné e, sem demora, pediu-a em casamento.
O pai da jovem assutou-se. Ele queria para a filha um marido um pouco menos terrível, mas temia que uma recusa pudesse apressar um casamento clandestino. Com sua experiência , ele sabia que o fruto proibido tem sempre paladar melhor.
Resolveu então aceitar a proposta do leão e disse a ele:
-Agrada-me a idéia de tê-lo como genro, mas preocupa-me o fato de que você machucará
o corpo delicado de minha filha com suas garras , e, ao beijá-la, os seus dentes impedirão que ela lhe corresponda com prazer.
E o leão apaixonado permitiu que lher cortassem as garras e lhe lixassem os dentes.
Sem garras e sem dentes, sua fortaleza foi destruída e um bando de cães o atacou, sem
que ele conseguisse se defender.
Ah! A paixão! Feliz daquele que escapa dos seus ardis!
¹Fábula de La Fontaine chamada " O leão Apaixonado". Nesta fábula La Fontaine
homenageia à beleza da Marquesa de Sévigné, Mari de Rabutin Chantal.( escritora FRacesa. 5/02/1626 - 17/04/1669)
Ah! A paixão!!
Como entender as diferenças entre paixão e amor?
Como estabelecer a dignidade íntima?
A dignidade íntima é respeito, consideração e estima.
Você tem consciência do seu autovalor?
Quantos de nós não nos comportamos igual este leão apaixonado "sem garras e em
sem dentes" na mão de seus pretendentes.
A nossa intimidade fica arrasada e não somos donos mais de nós mesmos.
Você entrega o controle de sua vida a outra pessoa?
Cortam suas garras e lixam os seus dentes?
Onde está a sua dignidade pessoal?
Sem dignidade a tendência dos relacionamentos íntimos é de serem frágeis.
Ah!As nossas fragilidades!! Quanta vulnerabilidade!
Viramos crianças fragéis e nos colocamos na situação de vítimas.
Mas também quanta opostunidade de crescimento de nosso mundo íntimo!!
Ah! A paixão!! Como gostamos dela e como somos viciados no enamoramento, é tão bom!
A sensação de "felicidade" nos toma, sentimos uma agonia mas ela é tão prazerosa!
E do "nada" aquele ser que aparece em nossa frente se transforma no nosso "Amado",
a fonte de nossa alegria, o calor dos dias, a razão de viver, enfim...
Nos tornamos cativos. Ah! Que sedução!!!
Seduzir, ser seduzido e por aí vai o jogo da paixão. Que comichão!
É o melhor dos vícios, até que um dia o nosso amado não corresponde as nossas
mais sinceras e doces fantasias.
Acreditávamos que ele nos aliviaria a dor de nossos dias amargos, dos nossos
dias solitários, da nossa realidade intolerável.
Acreditamos e acreditamos que o nosso amado nos trará segurança, nos completará,
nos aliviará todas as dores, viveremos só de amores.
Compulsão afetiva de ter sempre alguém por perto?
E aonde vai parar a nossa própria motivação para viver?
E aonde vai parar a nossa própria valorização?
Alucinados, anestesiados porém deslumbrados!!!
Ah!A paixão!
Como é gostoso sentir esse "fogo que arde sem doer".
Quantos mitos, quantas crenças idealizadas sobre o Amor...
Mas assim nasce a poesia romântica... e a vida seria muito triste sem poesia.
Ah! Como é belo ...e como sofremos!!
Mas faz parte da vida e do despertar do Amor.
As projeções amorosas fazem parte de nosso universo afetivo em
desenvolvimento. Crescer pela dor também faz parte da vida.
Mas amor que nos traz uma contínua dor não é amor. Algo vai mal e muito mal.
E a paixão é esse deslubramento por nós mesmos no outro.
As paixões são projeções de nossa própria historia amorosa, daquilo que sonhamos,
queremos e "vemos" no outro. E quando esse outro quebra estas conexões a desilu-
são aparece. E tomamos um jato de água fria. É como sair de um sonho, acordar,
despertar. Nos sentimos totalmente de ressaca. E choramos... pelos nossos sonhos.
É o triste despertar e é a saída das projeções.
Mas a admiração é algo genuíno, um passo para o amor real. Entretando devemos
nos conhecer bem para não sermos seduzidos por nossas projeções que geram as
expectativas.
Digamos que a paixão pode ser um caminho para a descoberta do amor mas ela terá
que sair de cena , ou melhor, ser transformar para que possamos olhar a realidade
e amar de verdade.
Só o amor pode tudo e com amor tudo pode!
Mas deve ser estimulado e compartilhado. Diante de pessoas que não querem
ou não podem a situação pode ficar embaraçosa e humilhante para aquele que ama.
Então que possamos entender que não se tira leite de pedra e não se força
ninguém a nos amar. Quer ou não quer, ponto final.
Ah! A paixão!!! E a gente gosta desse desassosego na alma...
Mas o vicio é corrosivo e perdemos o nosso poder pessoal.
O ideal é que estivéssemos no nível de amar sem medo, dizer a verdade sobre o que
sentimos. Fiés aos nossos sentimentos não teremos medo da rejeição. Isso é ser
livre e digno.
O Amor sempre pondera e propõe liberdade.
Para amar é necessário deixar Ser e libertar!
Se o nosso amado ou amada foi embora nunca o tivemos e se voltar é porque o
conquistamos.
"Ah! A paixão!! Feliz daquele que escapa dos seus ardis!"
Rosa Barros
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Ilusão

As pessoas geralmente se sentem muito infelizes com a chegada da desilusão.
Eu particularmente acho uma benção, pois saímos de um estado de entorpercimento.
Depois de saírmos deste "estado" voltamos a ver a realidade como ela é.
E como é bom enxergar fatos e pessoas em sua real dimensão.
É bom lidar com pessoas reais e não com com seres que criamos, frutos de
nossa pouca percepção da realidade.
Uma coisa é sentir simpatia, afinidade, outra coisa é fantasiar em cima
disso por causa de nossas carências afetivas, nossas necessidades e desejos.
Cuidar de nosso mundo emocional é essencial para que não
soframos e façamos sofrer.
Aceitar a realidade é estar no estado de humildade tão necessário para o
nascimento do Amor real e não ficcional.
Estados frequentes de desencontro e aflição são subproduto do nosso querer
realizar as nossas irrealidades.
A criação fantasiosa é tão grande que a nossa consciência se recusa a ver
a realidade e se bloqueia.
Mecanismos de defesa de nossa mente entram em ação para evitar
"ver" a realidade que não admitimos.
Viramos então prisioneiros de nossos delírios ilusórios.
A incapacidade de aceitar as pessoas como são é reflexo de nossa própria
incapacidade de não nos aceitar.
Por isso é essencial nos conhecermos para que podemos identificar nossas ilusões
nas relações e não criarmos problemas sem necessidades.
Nos indignamos quando descobrimos que alguém usou de oportunismo conosco
e nos aborrecemos contra ela e não contra a nossa auto-ilusão.
Não sabemos escolher nossas amizades, geralmente não analisamos suas
limitações, suas possibilidades de doação, de afeto e sinceridade.
Depois recebemos a ingratidão ou a traição e culpamo-los.
Na verdade sempre somos nós que nos iludimos com nossas projeções.
Queremos que elas dêem o que não podem e ajam como desejamos e imaginamos.
Sonhos românticos, a nossa maior fábrica de ilusões.
As ilusões servem também muitas vezes como defesas contra nossa realidade,
não tão perfeita, não tão maravilhosa, não tão prazerosa.
O mais importante a ser trabalhado em nós é a auto-percepção para que nos conduzamos
à realidade das situações e das pessoas.
Somos os únicos responsáveis pela dificuldade de entender a realidade
que nos rodeia, como os únicos a estar presente e consciente dela.
Somos responsáveis pela qualidade de vida que experimentamos no momento
presente.
Viver com senso da realidade. Será que vivemos?
Ser espiritualmente maduro é ter esta qualidade: Senso interior.
Para o nosso bem , pelo bem da sanidade em nossas vidas, devemos
discernir o que queremos forçar a ser uma realidade que desejamos
daquilo que é a realidade que vivemos.
Às vezes nos iludimos tanto que negamos fatos preciosos que poderiam nos ajudar
em nosso desenvolvimento pessoal.
Procuremos sentir!
O nosso senso está no sentir.
Uma mente sã é aquela que aceita a realidade.
Reflitamos sobre a alegria e o sofrimento, e que eles não estão nos fatos em si
mas sim na forma como nossa mente os percebe.
A mente deve ser aliada ao sentir profundo, aí escaparemos de valores, crenças
e situações ilusórias.
Nossos sentidos são o caminho seguro para perceber os recados da vida.
Rosa Barros
domingo, 14 de novembro de 2010
Alma do Xamã

O Xamã reverencia a natureza e reconhece todas as qualidades que vem
dela para ser adotada por ele em sua vida.
A vida é sagrada e integrada.
Ele possui um relacionamento responsável e harmonioso com todas as
formas de vida.
Sabe de sua força interna e tem aliados como os elementos da natureza,
os animais e elementais.
É um grande observador da vida em seus vários aspectos e conhece
todos os elmentos: a terra, o fogo, o ar, a água e o quinto elemento o silêncio.
Para o Xamã o respeito é olhar novamente. Ou seja, vai além da primeira
impressão e esta disposto a ver algo mais.
Por ter muita experiência com a natureza, sabe lidar com seus elementos.
Sabe que o universo que nos cerca é parte de nós.
O xamã aventura-se a ser parte desse todo. Sendo inteiro e livre.
Vive no momento presente e está sempre consciente de sua essência divina.
Focado no presente ele sabe que só assim pode modificar o passado e o futuro.
O xamã está ligado à terra, à comunidade e ao universo.
Sente gratidão perante a vida. Pois sem esse sentimento os ciclos
não se fecham, ficam obstruídos dificultando a entrada
da prosperidade e do recebimento.
O xamã é totalmente conectado com o macro e o microcosmo.
Se conduz através das fases da lua, se guia pelo brilho das estrelas,
pelo vento, pelo pulsar da terra.
Trilha o caminho pessoal e comunitário.
Reverencia seus ancestrais e a Mãe Terra.
A ideologia Xamânica é o resgate do respeito e da gratidão, o seu foco é sempre
o momento presente.
Uma das importantes qualidade de um Xamã é a tendência ao envolvimento,ou à
atividades criativas.
Ele mergulha na vida com a mente e os sentidos, representando bem o seu papel de
co-criador.
Sua função principal é a do curador.
Ele cura a mente, o corpo e as circunstâncias.
Quer realizar benefícios sociais e ambientais.
Quer harmonizar as energias para que se torne força de cura para as pessoas.
O Xamanismo é uma das minhas escolas de cura e sou uma aprendiz deste
Caminho Sagrado.
O caminho do Curador, do Guerreiro, do Professor e do Visionário.
Rosa Barros.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Original

A natureza tem um plano diferenciado para cada um de nós.
Nós é que abandonamos a natureza e nos deixamos
dominar por ideologias.
Seguindo modelos alheios, nos desvirtuamos.
Cada um é o seu próprio caminho.
Cada um é sua própria verdade.
Cada um é sua própria vida.
Cada um é único.
Você tem um plano original.
Você tem um dom.
Você é um ser original.
Não há lugar para competição, para comparação.
A vida precisa de todos e cada um é peça essencial para a harmonia do todo.
O que a natureza reservou para você?
Cada um traz o seu próprio esplendor.
Você já quis ser outra pessoa, ter a vida de alguém?
Mas só a sua individualidade lhe realizará.
Só dentro de você encontrará os elementos necessários
para realizar-se.
É hora de voltarmos às nossas fontes.
Abrir o caminho para nossa real natureza.
Você quer se realizar?
Sinta-se!
Descubra-se!
Expanda-se!
Brilhe!
Desenvolva suas potencialidades.
Inspire-se em você mesmo!
Viva com sua alma!
É só a sua alma que dará sentido para a sua existência,
viver com alma é espiritualizar-se,
Espiritualizar-se É Ser Original!
Rosa Barros
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