quarta-feira, 15 de junho de 2011

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Sofrimento


O que é o sofrimento?

Pode o sofrimento acabar?

Existem várias formas de sofrer.

Há o sofrimento individual e o sofrimento do mundo. E eles não estão separados.

Será possível acabarmos com o sofrimento?

Existirá um fim?

Já deparou-se com o seu sofrimento e o olhou de forma atenta?

O sofrimento vem de fora, ou está dentro de nós? Faz parte do nosso perceber?

O que é o sofrimento, autopiedade?

Ele vem pela solidão, por nós nos sentirmos isolados, desesperados, dependentes?

O sofrimento vem do abandono sentido no momento da nossa separação do útero?

O sofrimento é um conceito? O sofrimento é uma idéia fabricada por nosso intelecto?

Já enfrentou o seu sofrimento, sem racionaliza-lo ou tentar explicá-lo?

O sofrimento vem de nos banharmos nos mares das ilusões?

Será possível haver amor quando o sujeito está em dor e em conflito?

Quando existe sofrimento possivelmente não há amor.

E o que é amor?

Será que realmente sabemos o que é?

Exatamente por não haver amor há sofrimento.

Sofrimento é conflito. E conflito é desordem.

Olhemos o mundo! O que tem mais no mundo, ordem ou desordem?

O que tem mais dentro de você, ordem ou desordem? Conflito ou não conflito?

Acredito que precisamos investigar em nós mesmos.

Enfrentar os fatos e não fugir de nós mesmos.

Não fugir do encontro com o sofrimento.

Optamos sempre pela fuga, pelo conforto mesmo que ilusório, nos auto-enganamos e

engamos.

As fugas românticas nos apetecem. E continuamos a não saber porque sofremos.

Qual será o significado profundo do sofrimento?

As respostas para tantas perguntas terão que ser investigadas por cada um de nós.

Não por conceitos , idéias, opiniões, dogmas, idéias e ideais de terceiros mas por

cada um de nós em nosso vasto mundo interior e nas nossas relações um com os outros.

Espelhos de nós mesmos.

terça-feira, 10 de maio de 2011

segunda-feira, 21 de março de 2011

O amor e o Tantra



A sitar e o tabla preenchem o ambiente da mais doce melodia

Sons de uma terra distante... o sol de suas almas.

Antes de entrar no amor,

sentam em silêncio.

A luz é tênue e o aroma de seus corpos enebriam.

Ela inspira e ele inspira.

Ele expira e ela expira.

Sintonia!

Sentem um ao outro.

São um só corpo.

Seus olhos se penetram suavemente.

Desfrutam um do outro.

Brincam com seus corpos.

Sem fazer amor, percebem que estâo fazendo amor.

Prelúdio...

Criado na relação íntima psíquica que

desagua na física.

Estabelecem a harmonia profunda.

Os sentimetos são oceânicos.

O amor feito meditação, profundo!

Se acariciam e se saboreiam lentamente.

O amor vem, silenciosamente.

E acontece a união...

A experiência é tão poderosa que ambos não existem mais.

Não farão amor, e sim, serão o amor.

Rosa Barros

sábado, 5 de março de 2011

Pérola



Observar...

Quando observamos a natureza aprendemos as leis da vida.

Quem poderia dizer o que as ostras têm a nos ensinar?

Nácar é o nome dado a uma substância que se encontra no interior das ostras.

E sempre que uma ostra é agredida por algum agente externo ela libera o nácar,

cuja função é de envolvê-lo para proteger a ostra.

É neste bailar do nácar no interior da ostra em movimentos concêntricos de

envolver o agente agressor que vai se formando a pérola.

O que podemos aprender com este pequeno exemplo da vida de uma ostra?

Pérolas são formadas no interior de cada ostra a partir dos

embates desafiadores de cada dia em sua vida.

A pérola é fruto dos esforços e dos desafios enfrentados pela ostra.

Tal como as ostras, as transformações vão se processando em nosso mundo íntimo,

pelos desafios do mundo exterior que nós convida ao crescimento e a transformação.

Movimentos concêntricos também se dão em nosso mundo íntimo,

pérolas de sabedoria serão formadas através de nossas experiências.

Seremos a jóia formada pela própria vida.

Pérolas belas e naturais em alegria definitiva fruto de nossos próprios esforços.

Reluziremos, pois somos pérolas em formação!

Rosa Barros

quarta-feira, 2 de março de 2011

Música


Tudo é música no universo. Tudo vibra!

Somos música! Vibramos!

Qual será a nossa escala musical?

Qual será a sequência de tons e a frequência vibratória

de nossos sons?

Qual será a música que sai de nossas almas? Harmoniosa ou descompassada?

Sairemos das frequências mais baixas

até atingir as frequências mais altas?

Somos essa exata combinação de silêncio e som, somos música!

A vida dança aos sons dos nossos ritmos e andamentos variados.

Manipulamos o som e organizamos o tempo.

Quais caracteristicas teremos de altura, duração, intensidade e timbre?

Qual sequência daremos ao nosso ritmo e melodia, qual será a nossa harmonia?

Seremos ruidosos e possuiremos arritmias?

Cada pessoa, uma música específica, várias escalas.

Somos manifestação dos sons, qual será a nossa mensagem emocional?

Qual será a intenção de nossa obra musical?

Tal como a música somos expressões.

Qual seremos? Tradicional, erudito, popular ou experimental?

Atuaremos em solos ou em conjuntos?

Allegro, adágio, lento, vivace, presto?

Conhece seus andamentos e suas dinâmicas?

Ah seria maravilhoso descobrir qual é a música de nossas almas... Sabe a sua?

Rosa Barros