segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Sincronidade



Ainda não entendemos a inteligência do Universo.

Imaginamos que o acaso exista para explicar o que não entendemos.

Se o acaso é o nada, como o nada criaria algo?

Como o acaso poderia ser inteligente?

Uma inteligência maior rege os acontecimentos e

fala conosco de forma quase mágica.

Ela responde nossos anseios e intenções.

Os "sinais" estão em toda parte, basta aprendermos a nos conectar.

Sinos tocam e tocam nossos corações quando

algo acontece de forma "inesperada" e "coincidente"

Acontecimentos felizes nomeamos Sorte.

Acontecimentos infelizes nomeamos Azar.

Ficamos fascinados mas ignoramos as relações existentes.

Há um bailar de energias e milhares de intenções ao nosso redor.

A intenção é tudo para as forças do Universo.

Neste mar de vibrações, a nossa vibração

determina nossa felicidade ou desdita.

Tudo vibra no Universo em espetaculares movimentos

de atração e repulsão em suas várias possibilidades.

Participantes somos desta sinfonia basta estarmos em sintonia.

Sejamos conscientes de que o Universo quer nosso

amadurecimento, crescimento e nossa evolução.

Há uma força inteligente atuando em tudo.

O Universo fala através das coincidências significativas, ou seja,

das sincronicidades.

É o princípio de ligação não-causal que liga o mundo psíquico

e o mundo material.

As sincronicidades atuam constantemente em nossas vidas.

Os fenômenos sincrônicos são percebidos por nós quando estamos

mais em contato conosco, mais sensíveis afetivamente e

quando a psique se encontra em níveis alterados de consciência.

Entramos em outra sintonia e percebemos o universo

falando conosco nesses acontecimentos.

Poderemos obter respostas e soluções através deles.

Estamos numa grande Mente e entrelaçados uns aos outros.

O nosso pequeno universo psiquico não existe sozinho, ele

articula com o todo. Todos estamos integrados.

Há leis que agem de forma particular em cada um de nós.

O que importa para o Universo são nossas intenções.

E ele conspirará para que a nossa intenção-desejo

se torne realidade.

E a intenção Divina quer o nosso aprendizado realizando-a.

Estão acontecendo neste exato momento milhares

de acontecimentos fora de nossa compreensão.

A novidade é que podemos estimular e crescer a

nossa percepção dos fenômenos sincrônicos.

Quanto mais em contato com nosso mundo interior,

com nossas reais intenções, com fenômenos da vida

em sua funcionalidade e inteligência, estaremos mais

aptos a entender e vivenciar de forma consciente e

com mais clareza a linguagem Divina, e nos beneficiar dela.

A vida é sincrônica!

Rosa Barros

domingo, 29 de agosto de 2010

Caridade


"Ainda quando eu falasse todas as línguas dos homens, e mesmo a língua dos anjos, se não tivesse caridade não seria senão como um bronze sonante..."
"...A caridade é paciene; é doce e benfazeja; a caridade não é invejosa; não procura seus próprios interesses; não se melindra e não se irrita com nada..."
(Cap.XV,item 6.)

Esta bela passagem de Paulo de Tarso nos convida a refletir sobre a essência da caridade. Reune as qualidades do coração, ou seja, é puro amor.

Costumamos confundir nossa irmã caridade com atitudes somente exteriores sem nenhum envolvimento com o verdadeiro amor.

Ainda somos frágeis e carregamos desajustes psicológicos, é claro que atos exteriores de ajuda social serão sempre bem-vindos. O que está em pauta é o verdaderio sentimento de caridade que é esquecido. Gostamos muitas vezes é de sentir temporariamente esta sensação de bem-estar, de poder íntimo e nem pensamos que muitas vezes somos levados por nossas vaidades pessoais.

Seria interessante pensar nisso. O que realmente me motiva a isso, o que sinto interiormente quando tento "ajudar" alguém?
Fazemos muitas vezes para apaziguar nossas dores morais e sociais. Nossa culpa cristã. Nossas próprias dores íntimas.

O interessante é perceber o que motiva muitas vezes esses atos "caridosos" é a nossa insatisfação profunda conosco e desconsideração. Para nos sentirmos um pouco melhores e valorizados fazemos "caridade". Queremos nos sentir melhores perante os outros, provar que somos bons para o mundo exterior, e logo em seguida queremos reconhecimento pelos nossos feitos.

A nossa caridade é baseada ainda em "dramas" psicológicos.

Caridade é amor.

Somos essência amorosa e fomos criados para amar.

Temos dentro de nós um Amor incomensurável e que ainda desconhecemos.

Estamos nessa jornada dinâmica e crescente de descoberta de nossas essências.

A generosidade transbordante em ação é a Caridade.

Quando olharmos nos olhos um dos outros e lá vislumbrarmos a mesma essência que habita em nossa alma, neste dia, saberemos o que é Caridade.

Amar incondicionalmente tudo e a todos é Caridade.

Mas o que é ser caridoso?

Não é assumir, controlar, decidir pelo bem-estar dos outros, seus problemas, seus destinos.

Cada um deve e pode fazer por si mesmo. Tomar conta de sua própria vida.

Cada um deve se responsabilizar por si. ( Aqui falamos de pessoas saudáveis que podem gerênciar suas próprias vidas)

O estranho hábito de querer reduzir a dificuldade alheia nos compromete com este outro e não o ajuda a crescer e amadurecer.

O amadurecimento só é alcançado através das experiências que são imprenscindíveis cada um passar. É no ato de experienciar a vida que aprendemos, no enfrentamento das situações e na convivênia com todos.

Promover e ensinar é um ato de caridade. Devemos promover o outro, fazê-lo entender que ele precisa aprender a pescar e não só receber o peixe.

Quanto mais se compartilha deste sentimento de amor mais ele cresce e promove a todos.

A plenitude é isso, esse transbordamento partilhado de amor.

Ah caridade!! Quando olharemos para todos com bons olhos, sem exigências, sem cobranças, sem expectativas e com perdão?

O respeito anda junto com o Amor. Sem nos respeitarmos não saberemos respeitar o próximo. E sem esse respeito não seremos caridosos.

Caridade é respeito.

Sejamos caridosos conosco. Tudo começa em nós.

Sejamos a Caridade que desejamos no mundo. Sejamos o Amor que desejamos no mundo.

Rosa Barros

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Liberdade




O que é liberdade?

É o estado d'alma de fluidez, soltura, leveza e alegria.

Conquistada por aqueles que se transformaram interiormente.

A liberdade pertence àquele que se conquistou.

Dependendo do nível em que cada um está neste caminho trasformador,

será desfrutada em maior ou em menor grau.

Indivíduos que alinharam o livre-arbítrio

à reflexão conquistaram a liberdade e a sabedoria.

O estado de liberdade proporciona

flexibilidade no pensar, no sentir e no agir.

Desfaz as crenças, valores velhos e mofados.

Este estado abri-se ao novo, aos rítmos da vida e suas transformações.

Neste estado já não se possui mais grilhões interiores.

É a vivência dos autênticos valores da alma.

Observa a vida com maestria.

Este estado produz uma atmosfera pacífica,

de bom ânimo e de partilha.

Ele traz segurança e quietude.

O equilíbrio está sempre presente.

O caminho do meio é o foco para distinguir o real do ilusório.

Os individuos livres libertam, se expressam e promovem a liberdade.

Este estado é um estado a ser conquistado a cada dia.

Quem é livre conhece o caminho para o Amor.

Só com liberdade interior

saberemos o que é realmente Amar.

Somos livres?

Rosa Barros

domingo, 1 de agosto de 2010

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Pequena Chama


O Amor é a chama imanente que se encontra dentro de toda gente.

É ainda uma pequena chama que quer crescer e se desenvolver.

Ela crescida nós mostrará suas

características distintas e divinas.

Ainda dorme a pequena chama no coração de toda gente.

Ó chama pequenina, despertai!

Ah! Quando despertares será tão simples amar...

Será mais fácil que respirar...

Amar e simplesmente amar....sem olhar a quem,

sem provar nada a ninguém.

Mas de mansinho ela vem despentando sem pressa.

Vem, faça-se presente!

Vem estimular, criar, ampliar, ser...

Vem nos ajudar a enxergar longe o vasto horizonte.

Vem dissolver as muralhas, as correntes,

os cárceres interiores e exteriores.

Vem ajudar a transcendermos a nós mesmos.

Vem, sem ti só há dores e dissabores.

Sem ti tudo fenece.

Ó chama, tu és a causa primeira da vida!

Vem... chama pequena, iluminar!

Vem... humilde, pacificar!

Vem... crescente, transformar!

Vem... igual ao pequenino vagalume que

ilumina o caminho das noites mais sombrias.

Rosa Barros

segunda-feira, 26 de julho de 2010