sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Validação


Em um imenso jardim,

Flores e plantas são admiradas.

Suas cores e formas brilham diante de um olhar.

O jardineiro aprecia e cuida carinhosamente do lugar.

Com seu olhar afetuoso confia e tem um profundo

respeito pela beleza primorosa de cada flor.

Encanta-se com sua cores, formas e

desfruta de seus perfumes.

O jardineiro fiel valida seu jardim.

Este olhar de validação é essencial para que as flores

cresçam saudavelmente e floresçam com todo o seu potencial.

Suas raízes se tornam profundas, são flores centradas,

altivas, seguras e confiantes.

Podem agora brilhar junto ao Sol.

E na bela sinfonia do jardim cantam alegres

a beleza de serem elas mesmas.

Amparadas confiam em si mesmas, possuem auto-estima.

São desbravadoras do ambiente e buscam ampliar seus horizontes.

Sentem capazes de florescer a cada primavera.

Possuem agora autonomia e são responsavéis por sua floração.

Seguem confiantes com o ritmo da vida.

Aceitam as chuvas, os ventos , o calor e o frio.

Recebem a vida como ela é.

Não tem receio da avalição alheia, não se preocupam

com a aprovação exterior pois aprenderam a se valorizar.

Sempre florescerão pois enraizadas com o amor estão.

Alguém olhou para elas com o olhar de admiração.

Sabem que seu propósito existencial é embelezar a vida.

Assim somos nós quando devidamente validados.

Florescerá em nós a auto-estima e a confiança

Seremos responsáveis por nossa própria felicidade.

Como somos seres relacionais este primeiro olhar

quando ainda crianças é essencial para a formação de nossa auto-estima.

Com a nossa estima desenvolvida seguiremos seguros para a vida.

Quando isso não se dá, a criança não se sente capaz.

Será um adulto inseguro e receoso do mundo.

A base de sua auto-estima virá da aprovação alheia.

Se não recebemos a devida validação, é chegado a hora.

A hora de depositarmos este olhar sobre nós.

Olhar de carinho, de atenção, de respeito e amor.

Aprender a ser autoconsciente. Validar a nossa

existência , a nossa importância, tudo o que somos e podemos ser.

Sejamos as mais belas flores do jardim Divino.

Rosa Barros

Cura emocional


Em nossa realidade interna há uma profunda inquietação.

Uma sensação constante de estar procurando "alguma coisa".

Não estamos à vontade conosco.

A procura é por validação.

A sensação é de falta de confiança.

Desconhecemos a origem de nossas aflições.

Sofremos de inquietação e compulsão por procura.

Há um sentimento de falta de amor e segurança pessoal.

Para que as relações floresçam em liberdade e em plenitude

é necessário encontrar nossa segurança emocional.

Onde estaria a causa de tantas inquietações?

Está no centro de nós mesmos onde se encontra

uma criança ferida.

Vejo essa criança interna perdida.

Ela precisa de amor incondicional e segurança.

Desorientada e perplexa procura aonde se agarrar

para se sentir segura.

Está em seu labirinto emocional, tateando no

escuro uma saida.

Se sente insegura e abandonada.

É preciso cuidar dessa dor interna.

É hora de tomar conta dessa criança.

Amando-a, respeitando-a, transmitindo segurança

e senso de direção.

Precisamos curar essa dor, esse abondono sentido

para que surja um ser emocionalmente inteiro,

curado e íntimo de si mesmo.

O caminho que seguimos é tentar curar essa dor

profunda através do outro.

Sempre esperamos que nossa dor diminua pela

presença do outro.

Queremos muito ser amados e reconhecidos.

É o desejo de toda criança.

Na relação com o outro reconhecemos nossa própria dor.

Supomos que a solução se encontra em uma relação amorosa.

O propósito das relações não está no fato de

um tentar "curar" as dores do outro.

A verdadeira beleza está no encontro de dois seres inteiros,

independentes que compartilham suas riquezas pessoais.

Cada um trazendo para a relação suas conquistas , seus talentos,

sua beleza , sua forma única e singular de ser.

A alegria de brincar de compartilhar.

Os relacionamentos inteiros são curativos.

A confusão se dá quando o indivíduo deseja

que o outro cure a sua dor, sua solidão,

que são de níveis mais profundos.

É dificil acreditar que nós é que criamos

essa terrível realidade de solidão e de abandono,

por desconhecer a criança interior ferida.

A solução para todos os sentimentos de

desespero, solidão, depressão e tristezas

está disponível dentro de nós mesmos.

A solução já está lá.

Precisamos confortar a nossa criança ferida pois é

a única forma de nós tornarmos seres inteiros.

O caminho para a solução é o caminho da cura desta criança.

É necessário reconhecê-la e legitimá-la.

Esta crianca que temos em nós é a fonte de nossa alegria, doçura,

simplicidade, espontâneidade, inocência e pureza.

Se for devidamente reconhecida e amada trará nosso poder

criativo, nossa alegria de viver com contentamento, nossa

originalidade,a nossa verdade interior e nossa inteireza.

A partir deste ponto as relações serão legítimas, um real

encontro, uma nova forma de compartilhar sem carências, sem cobranças, sem

necessidades, sem ansiedades, sem urgências, sem faltas.

Olhe para os olhos de sua criança interior e encante-se,

aí está a sua cura emocional!

"Deixai vir a mim as crianças. Não as proibais, porque o Reino de Deus é dos que são como elas. Em verdade vos digo: quem não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele. Ele abraçava as crianças e as abençoava, impondo-lhes as mãos". (Mc 10, 14-16)


Rosa Barros.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Ego


Estamos em períodos de transição.

Uma nova consciência desperta, a consciência

baseada no Coração.

O domínio do Ego chega a sua reta final.

Há uma profunda experiência de vazio interno.

Vivenciamos os tempos das perdas de significados e propósitos.

A nossa consciência está nas garras do medo.

Todos procuram validação externa.

Toda a nossa vida foi construída assim.

Quando o ego está no centro de seu ser

sua vida emocional é um caos.

Com medo sempre nos comportamos defensivamente.

A sina do Ego é sempre se sentir carente.

Há sempre a necessidade de "algo a mais".

Existe um buraco negro dentro de nós que

nunca consegue ser preenchido.

Nos sentimos sozinhos e abandonados.

O medo ocultado em nós, experenciamos como uma sombra.

O que é o Ego afinal?

O Ego é o nosso falso eu. Nossa identidade ilusória.

Nossa profunda identificação com as formas, a matéria.

E esta é a grande ilusão da realidade em que vivemos.

Reconhecê-lo já é o prelúdio de seu fim.

O Ego faz parte da estrutura de nossos processos mentais.

A mente percebe e identifica-se.

Uma compulsão inconsciente de se identificar com os objetos,

tornando-os parte de seu Eu.

É o que define a percepção de nossa identidade, nosso "eu e sua história"

Porém, essas identificações não são o nosso verdadeiro Eu.

O Ser não pode ser pensado. Devemos sentir o Ser.

O Ego é formado por uma série de pensamentos construídos

em nosso processo de desenvolvimento Humano.

Ele se identifica com conceitos, com crenças ,

com religiões, com profissões, com raças, com bens

materiais, com papéis sociais, com opiniões e etc.

Toda essa construção mental, todos esses pensamentos

reunidos formam a identidade egóíca ou falso eu.

Ele dá a falsa impressão de que somos essa identidade.

Não vivemos uma realidade "viva" e sim vivemos uma

realidade conceitualizada.

Tais identificações promovem o sentimento de apego,

de carência e de necessidade.

Identificados com coisas externas, sentimos um imenso vazio

que tentamos preencher com mais coisas externas e de forma obsessiva.

Nascem todos os vícios, dores e falta de sentido existencial

Oh! Profunda ilusão!!

Mas o ego não tem consciência dele mesmo.

O importande é observá-lo e superá-lo.

O Ego não é você! Você é o Ser além do Ego.

Você é consciência, aquela que observa o Ego.

O sentimento de valor pessoal ainda está ligado ao que possuímos.

Somos espiritualmente inconscientes e precisamos

romper com essas identificações.

Sejamos Consciência, o que é muito diferente

de ser apenas um aglomerado de conteúdos mentais

insignificantes.

O ego para aplacar nossas angústias procura voltar

a consciência para o exterior.

O Ego quer sempre: reconhecimento, poder, atenção e etc.

Ele cria uma ilusão de respostas aos nossos reais

desejos de Unidade que vem do Ser.

Os desejos da Alma são por unidade, segurança e Amor.

Todas as almas anseiam pelo Amor incondicional.

Pelo encontro com a consciência Divina, com o Sagrado.

Ansiamos estar totalmente conscientes de nosso próprio

Ser Divino.

Os reais anseios da alma são confundidos pelos falsos

anseios egóicos.

Buscamos nossa própria Divindade, o caminho para o

amor incondicional, para a consciência iluminada.

Para o real encontro, o nosso autoencontro.

Para o nosso Sol interior, para a nossa Luz.

Estejamos conscientes de que a era Egóica e suas ilusões

estão chegando ao fim.

Uma nova Era desperta.

O Ser anseia por Unidade.

Vive neste turbilhão de sentimentos e emoções em

desalinho. Depressões, melancolias, distúrbios

mentais e transtornos comportamentais.

A hora pede o encontro com a verdade, a verdade do Ser

e de sua condição, de sua finalidade maior neste planeta.

O Amor clama e as almas estão ouvindo o chamado.

Todos buscam o Amor, a paz e a completude.

É chegado a hora de ampliarmos nossas consciências,

e de puxarmos a coragem para sairmos desta imensa escuridão,

onde o frio e o desamor imperam.

Sair desses estado de ignorância sobre nós mesmos.

Bem-vindo a uma nova Era, a uma nova raça de homens

lúcidos e conscientes de sua própria Divindade.

Rosa Barros

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Sincronidade



Ainda não entendemos a inteligência do Universo.

Imaginamos que o acaso exista para explicar o que não entendemos.

Se o acaso é o nada, como o nada criaria algo?

Como o acaso poderia ser inteligente?

Uma inteligência maior rege os acontecimentos e

fala conosco de forma quase mágica.

Ela responde nossos anseios e intenções.

Os "sinais" estão em toda parte, basta aprendermos a nos conectar.

Sinos tocam e tocam nossos corações quando

algo acontece de forma "inesperada" e "coincidente"

Acontecimentos felizes nomeamos Sorte.

Acontecimentos infelizes nomeamos Azar.

Ficamos fascinados mas ignoramos as relações existentes.

Há um bailar de energias e milhares de intenções ao nosso redor.

A intenção é tudo para as forças do Universo.

Neste mar de vibrações, a nossa vibração

determina nossa felicidade ou desdita.

Tudo vibra no Universo em espetaculares movimentos

de atração e repulsão em suas várias possibilidades.

Participantes somos desta sinfonia basta estarmos em sintonia.

Sejamos conscientes de que o Universo quer nosso

amadurecimento, crescimento e nossa evolução.

Há uma força inteligente atuando em tudo.

O Universo fala através das coincidências significativas, ou seja,

das sincronicidades.

É o princípio de ligação não-causal que liga o mundo psíquico

e o mundo material.

As sincronicidades atuam constantemente em nossas vidas.

Os fenômenos sincrônicos são percebidos por nós quando estamos

mais em contato conosco, mais sensíveis afetivamente e

quando a psique se encontra em níveis alterados de consciência.

Entramos em outra sintonia e percebemos o universo

falando conosco nesses acontecimentos.

Poderemos obter respostas e soluções através deles.

Estamos numa grande Mente e entrelaçados uns aos outros.

O nosso pequeno universo psiquico não existe sozinho, ele

articula com o todo. Todos estamos integrados.

Há leis que agem de forma particular em cada um de nós.

O que importa para o Universo são nossas intenções.

E ele conspirará para que a nossa intenção-desejo

se torne realidade.

E a intenção Divina quer o nosso aprendizado realizando-a.

Estão acontecendo neste exato momento milhares

de acontecimentos fora de nossa compreensão.

A novidade é que podemos estimular e crescer a

nossa percepção dos fenômenos sincrônicos.

Quanto mais em contato com nosso mundo interior,

com nossas reais intenções, com fenômenos da vida

em sua funcionalidade e inteligência, estaremos mais

aptos a entender e vivenciar de forma consciente e

com mais clareza a linguagem Divina, e nos beneficiar dela.

A vida é sincrônica!

Rosa Barros

domingo, 29 de agosto de 2010

Caridade


"Ainda quando eu falasse todas as línguas dos homens, e mesmo a língua dos anjos, se não tivesse caridade não seria senão como um bronze sonante..."
"...A caridade é paciene; é doce e benfazeja; a caridade não é invejosa; não procura seus próprios interesses; não se melindra e não se irrita com nada..."
(Cap.XV,item 6.)

Esta bela passagem de Paulo de Tarso nos convida a refletir sobre a essência da caridade. Reune as qualidades do coração, ou seja, é puro amor.

Costumamos confundir nossa irmã caridade com atitudes somente exteriores sem nenhum envolvimento com o verdadeiro amor.

Ainda somos frágeis e carregamos desajustes psicológicos, é claro que atos exteriores de ajuda social serão sempre bem-vindos. O que está em pauta é o verdaderio sentimento de caridade que é esquecido. Gostamos muitas vezes é de sentir temporariamente esta sensação de bem-estar, de poder íntimo e nem pensamos que muitas vezes somos levados por nossas vaidades pessoais.

Seria interessante pensar nisso. O que realmente me motiva a isso, o que sinto interiormente quando tento "ajudar" alguém?
Fazemos muitas vezes para apaziguar nossas dores morais e sociais. Nossa culpa cristã. Nossas próprias dores íntimas.

O interessante é perceber o que motiva muitas vezes esses atos "caridosos" é a nossa insatisfação profunda conosco e desconsideração. Para nos sentirmos um pouco melhores e valorizados fazemos "caridade". Queremos nos sentir melhores perante os outros, provar que somos bons para o mundo exterior, e logo em seguida queremos reconhecimento pelos nossos feitos.

A nossa caridade é baseada ainda em "dramas" psicológicos.

Caridade é amor.

Somos essência amorosa e fomos criados para amar.

Temos dentro de nós um Amor incomensurável e que ainda desconhecemos.

Estamos nessa jornada dinâmica e crescente de descoberta de nossas essências.

A generosidade transbordante em ação é a Caridade.

Quando olharmos nos olhos um dos outros e lá vislumbrarmos a mesma essência que habita em nossa alma, neste dia, saberemos o que é Caridade.

Amar incondicionalmente tudo e a todos é Caridade.

Mas o que é ser caridoso?

Não é assumir, controlar, decidir pelo bem-estar dos outros, seus problemas, seus destinos.

Cada um deve e pode fazer por si mesmo. Tomar conta de sua própria vida.

Cada um deve se responsabilizar por si. ( Aqui falamos de pessoas saudáveis que podem gerênciar suas próprias vidas)

O estranho hábito de querer reduzir a dificuldade alheia nos compromete com este outro e não o ajuda a crescer e amadurecer.

O amadurecimento só é alcançado através das experiências que são imprenscindíveis cada um passar. É no ato de experienciar a vida que aprendemos, no enfrentamento das situações e na convivênia com todos.

Promover e ensinar é um ato de caridade. Devemos promover o outro, fazê-lo entender que ele precisa aprender a pescar e não só receber o peixe.

Quanto mais se compartilha deste sentimento de amor mais ele cresce e promove a todos.

A plenitude é isso, esse transbordamento partilhado de amor.

Ah caridade!! Quando olharemos para todos com bons olhos, sem exigências, sem cobranças, sem expectativas e com perdão?

O respeito anda junto com o Amor. Sem nos respeitarmos não saberemos respeitar o próximo. E sem esse respeito não seremos caridosos.

Caridade é respeito.

Sejamos caridosos conosco. Tudo começa em nós.

Sejamos a Caridade que desejamos no mundo. Sejamos o Amor que desejamos no mundo.

Rosa Barros

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Liberdade




O que é liberdade?

É o estado d'alma de fluidez, soltura, leveza e alegria.

Conquistada por aqueles que se transformaram interiormente.

A liberdade pertence àquele que se conquistou.

Dependendo do nível em que cada um está neste caminho trasformador,

será desfrutada em maior ou em menor grau.

Indivíduos que alinharam o livre-arbítrio

à reflexão conquistaram a liberdade e a sabedoria.

O estado de liberdade proporciona

flexibilidade no pensar, no sentir e no agir.

Desfaz as crenças, valores velhos e mofados.

Este estado abri-se ao novo, aos rítmos da vida e suas transformações.

Neste estado já não se possui mais grilhões interiores.

É a vivência dos autênticos valores da alma.

Observa a vida com maestria.

Este estado produz uma atmosfera pacífica,

de bom ânimo e de partilha.

Ele traz segurança e quietude.

O equilíbrio está sempre presente.

O caminho do meio é o foco para distinguir o real do ilusório.

Os individuos livres libertam, se expressam e promovem a liberdade.

Este estado é um estado a ser conquistado a cada dia.

Quem é livre conhece o caminho para o Amor.

Só com liberdade interior

saberemos o que é realmente Amar.

Somos livres?

Rosa Barros